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01/10/2009 Otimizar recursos internos ajuda produzir mais Para algumas empresas aumentar a produção é quase uma obsessão. No entanto, muitas vezes manter níveis ajustados e bem nivelados pode trazer mais vantagens que propriamente uma enganosa elevação do volume produzido. Conforme os especialistas, é preciso entender que a elevação gera novos custos. Também é necessário ter a garantia de que foram esgotadas todas as alternativas de melhoria nos processos internos e que há bases permanentes no mercado que manterão o adicional de volume produzido como uma constante. O coordenador de serviços técnicos e tecnológicos do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) de Franca/ SP, Carlos Roberto Gomes, lembra que aumentar a produção não garante novo status a empresa no mercado, pelo contrário, eventuais turbulências produtivas conferem mais danos à imagem do que acréscimos momentâneos. “Muitas empresas aumentam a produção por um ideal ou por vaidade, mas não tem condições técnicas para isso”, frisa. Otimizar os recursos internos é ponto fundamental O professor do curso de Engenharia da Produção – Habilitação em Calçados e Componentes do Centro Universitário Feevale (Novo Hamburgo/RS), Roberto Affonso Schilling, destaca a otimização dos recursos internos como o primeiro passo para elevar a capacidade produtiva sem grandes investimentos. Além de treinar e acompanhar o trabalho dos funcionários, analisar o layout das máquinas e operadores para perceber se aquilo que se tem é suficiente para um aumento de produção ou se a empresa utiliza toda a capacidade que possui. “É preciso ter controles específicos das linhas produzidas, conhecer muito bem o que se está fazendo, ter domínio sobre os tempos, processos, equipamentos e roteiros de produção”, define. Schilling admite que a atual situação do setor calçadista focada na produção de pequenos lotes de modelos diversificados dificulta um pouco mais esse acompanhamento, exigindo mais perícia dos gestores. Nessa linha, antes de aumentar a produção é necessário elevar a produtividade para conseguir agilidade e manter níveis internos bem balanceados. Para isso, há, atualmente, conforme o professor, diversos softwares que permitem realizar cálculos de tempo e processos e cálculos de viabilidade econômica que facilitam o diagnóstico. O especialista lembra que aumentar a produção passa pela necessidade de um capital de giro maior. A questão passa por um jogo financeiro com fornecedores e clientes. A política de relacionamento tem que seguir a linha pés no chão para não gerar um desbalanceamento dos recursos internos. “É preciso atentar para o fornecimento de matéria-prima e para que o adicional de produção não gere um estoque, que custa caro”, sugere. Dicas Importantes: - Treinar e acompanhar a rotina dos operários Fonte: Exclusivo online |
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