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13/01/2010 Ao que tudo indica a 37ª edição da Feira Internacional de Calçados, Artigos Esportivos eArtefatos de Couro - Couromoda trará um ótimo início de ano para os mais de 1,1 mil expositores do evento. Depois de um ano difícil, particularmente no primeiro semestre, as apostas para a maior feira lançadora das coleções outono/inverno e alto verão do Brasil são positivas. A mostra acontece em São Paulo/SP, entre os dias 18 a 21 de janeiro, e deve receber mais de 65 mil visitantes profissionais de todo o Brasil e do mundo. Conforme a promotora, já está confirmada a presença de importadores de 60 países, de todos os continentes. Para a gerente comercial da Contramão, do crescente polo calçadista de São João Batista/SC, Cláudia Cipriani, a Couromoda representa o otimismo de iniciar 2010 com o pé direito, ou melhor, com o pezinho, já que a indústria fabrica mais de 2,5 mil pares diários de calçados infantis. “Para a feira estamos levando um mix bem completo de produtos com materiais diferenciados, estampas de bichos e divertidas, apostando mais ainda na questão do conforto’’, explica a gerente. Cláudia avalia que o segundo semestre de 2009 já apontou uma boa recuperação para a empresa e que este fator deve refletir no início de 2010 com o pontapé inicial representado pela feira paulista. Em relação à edição anterior, a gerente ressalta que, até por naquela época se estar no “olho do furacão’’da crise financeira internacional, a 37º Couromoda tem tudo para registrar um bom incremento nas vendas. Daniel Bassani, gerente comercial da Calçados Biondini (Três Coroas/RS), avalia que a expectativa é de que a feira supere a edição anterior em cerca de 20% no volume de negócios realizados. “Trabalhamos em 2009 no fortalecimento de nossa equipe de vendas e isso resultará em maior força no mercado e melhor comercialização para 2010’’, comenta. Para ele, a recuperação notada no segundo semestre do ano passado remete a um bom ano de vendas. “Todos estavam cautelosos, desde o lojista até a indústria. No segundo semestre já notamos uma reação e um clima de otimismo se instalou nos últimos meses do ano, o que acabou trazendo uma confiança de que teremos um ótimo início de 2010’’, conclui Bassani. A Di Marjam (Jaú/SP) é outra empresa que leva boas expectativas na bagagem para a mostra. De acordo com o gerente comercial Marco Aurélio Moschetta, a meta é aumentar em 15% o número de vendas com relação à feira de 2009. Para o ano que se inicia, a meta é também aumentar de produção na base de 15%. “Será um ano promissor para a indústria’’, avalia Moschetta. Promotora também aposta em boas vendas O sentimento de otimismo por parte dos expositores ouvidos pela reportagem do Jornal Exclusivo não surpreende o presidente da Couromoda, Francisco Santos, pois é justamente esta a percepção que ele tem em relação às perspectivas de negócios para a feira. “A Couromoda será o momento de uma forte retomada da economia após a crise da qual o Brasil se saiu maravilhosamente bem.” Segundo o dirigente, o cenário é favorável a uma feira repleta de bons negócios. “As vendas do Natal de 2009 foram muito boas e as exportações do setor, mesmo com queda, tiveram um desempenho melhor do que o previsto no final de 2008, quando a crise econômica internacional iniciou-se e trouxe um sentimento de muita apreensão para o mercado”, destaca. REDES EUROPEIAS - Santos garantiu que diversas grandes redes europeias, que es- tiveram ausentes em edições anteriores, se farão presentes na Couromoda 2010, com os mais diversos interesses. “Algumas empresas virão para comprar produtos com as marcas brasileiras, outras procurarão parceiros industriais para produzir seus artigos e há, ainda, aquelas que querem negociar com grifes brasileiras espaços de destaque em suas lojas”, revela Santos. As redes Bata e Lafayette, por exemplo, são algumas das que estarão na feira em busca de negócios com os brasileiros. Na avaliação de Santos, o setor calçadista brasileiro está saudável e competitivo e saiu ainda mais fortalecido das turbulências de 2009. “Sigo afirmando que, fora da Ásia, o Brasil é o único país que tem capacidade de se manter competitivo e crescendo na produção e exportação de calçados”, avalia Santos. Fonte: Exclusivo online 13/01/2010 |
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